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A série parte de uma memória de infância: ursinhos de pelúcia da turma do Pooh que eu vestia com pedaços de tecido, formas de docinho, linhas e fitas para transformá-los nas bonecas que eu não podia ter. Essas operações inocentes de invenção e desejo tornavam-se gestos de criação e afirmação de uma identidade que brotava. Recordo de volta à vida cada uma delas na pintura e me insiro no centro, hoje como artista drag, numa continuidade dessa infância reinventada: corpo e boneca se confundem, a criança e a drag se encontram. "A Boneca que Faltava" não é apenas sobre o brinquedo ausente, mas sobre costurar o que um dia faltou até se tornar aquilo que sempre se quis brincar.
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